"Num quarto jogo com um final dramático e após uma igualdade a uma bola
registada no tempo regulamentar, o Benfica derrotou o Sporting no
desempate das grandes penalidades e adiou a decisão do título nacional
para a "negra", que terá lugar no Pavilhão da Luz, no próximo sábado,
dia 23 de Junho.
As duas equipas entraram em campo com estados
de espírito diferentes. A jogar em casa, em caso de vitória, o Sporting
festejaria a conquista do tricampeonato nacional, diante dos seus
adeptos. Do outro lado, o Benfica estava pressionado a vencer, uma vez
que era o único resultado que o manteria na discussão do título.
Sporting mais dominador
Tal como havia acontecido no jogo 3, foi o Sporting a entrar melhor e a
chamar a si o domínio das operações. O primeiro aviso dos leões surgiu
aos 5', quando Caio Japa recebeu a bola entre linhas no corredor
central, rodou e atirou ao poste quando só tinha Marcão pela frente.
A equipa comandada por Orlando Duarte não baixava de intensidade e, aos
8', Paulinho arrancou uma fantástica jogada individual, tentando depois
o chapéu a Marcão que defendeu fora da área. Lance muito semelhante ao
que levou à expulsão de Bebé na véspera. Desta vez os árbitros decidiram
mostrar apenas o cartão amarelo. No meio dos protestos, os adeptos do
Sporting rebentaram um "petardo" perto da quadra, o que levou alguns
jogadores do Benfica a ameaçarem abandonar o recinto de jogo.
No
reatamento e aproveitando o descontrolo emocional momentâneo dos
atletas encarnados, o Sporting aproveitou para inaugurar o marcador, com
Paulinho a assistir Deo de forma magistral, com o brasileiro a marcar à segunda depois de um primeiro remate ao poste. Estava feita a justiça no marcador.
O Benfica tardou a reagir ao golo sofrido, mas acabou por empatar, aos
12', através de uma meia distância forte e colocada de Diego Sol, numa
altura em que pouco havia feito para marcar.
A partir daqui e
até ao intervalo, o jogo tornou-se mais equilibrado, apesar do Benfica
ter sido obrigado a reduzir a sua intensidade na pressão sobre a bola,
em virtude de ter atingido as cinco faltas quando ainda faltavam mais de
sete minutos para o tempo de descanso.
Segunda parte sem golos
A abrir o segundo tempo, Leitão ameaçou a baliza encarnada, ele que
poderia ter sido admoestado com o segundo amarelo, logo de seguida, por
ter acertado com o pé na cara de Davi. Estava dado o mote para os
segundos vinte minutos que voltaram a ser dominados pelos leões.
Pertenciam ao Sporting as melhores oportunidades para desfazer a
igualdade, com destaque para a perdida de Djô, livre de marcação, a
falhar de forma incrível ao acertar no poste. Estavam decorridos 31'. Na
baliza do Benfica brilhava Marcão que se afigurava nesta altura como o
grande destaque da partida, sendo o principal responsável pela
permanência do empate até ao final dos 40'.
Vítor Hugo decisivo nas grandes penalidades
Já com as duas equipas quase esgotadas fisicamente, o prolongamento
acabou por não trazer nada de novo e cedo se percebeu que as decisões
iriam ser adiadas para as grandes penalidades. No desempate da marca dos
seis metros, Paulo Fernandes fez avançar Vítor Hugo - que ainda não
tinha jogado nesta final - para a baliza encarnada, decisão que acabou
por tornar-se certeira, uma vez que o guarda-redes do Benfica defendeu
duas grandes penalidades contra apenas uma de João Benedito."
(In
FutsalGlobal.com)